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A Inveja Nossa De Cada Dia...

inveja-dia-a-dia
  • 27 de out de 2015
  • Sheila Almeida
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A inveja é um sentimento negativo, que deixa claro que o invejoso se sente inferior ao invejado. Ela pode ter diversos motivos: econômicos, sociais, amorosos, mas, de fato, a inveja se transveste numa desculpa qualquer. Ela é cultivada em nossa sociedade através desta busca incansável do melhor, para nós. Sempre ser o melhor, comer melhor, ter o melhor parceiro, os melhores filhos, e, nesta busca, nos deparamos com outros que tem coisas diferentes de nós e aí nasce a inveja.

A inveja abre espaço para outros tipos de sentimentos negativos, como a falsidade, a maldade, a traição, a cobiça, que, são alimentados dia após dia, iniciando doenças mentais e físicas, inimizades e solidão, tanto social como da alma. As pessoas têm medo da inveja, mas, a verdade, é que não se deve ter medo, ou acreditar que doenças ou fatos negativos possam nos atingir. A inveja é muitas vezes mal compreendida. Aspirar a coisas melhores, a novas direções ou a um determinado grau de riqueza não é errado.

Ver outra pessoa em determinado posto e desejar alcançar a mesma posição é muito natural. O problema aparece quando se tem uma vontade doentia de aspirar a alguma coisa, mas a incapacidade de fazê-lo. Surge a inveja. A inveja corrompe a alma e distorce diversos valores porque se origina em um desejo não realizado. Seus danos são extensos e pode fazer com que a pessoa perca a direção em sua vida e passe a tentar diminuir o objeto cobiçado, pois se a pessoa não pode ter aquilo, então aquilo não vale nada. Mas isto não resolve, apenas aprofunda o problema...

As pessoas continuamente tentam diminuir outras apenas porque invejam sua posição, seus dotes ou suas posses. Como podemos resolver esta questão? Em primeiro lugar devemos aceitar a emoção, mesmo que negativa. Devemos reconhecer a inveja em nós e contra o que ela se dirige. Pode ser uma empresa, pessoa, ou situação. Isto é muito difícil porque tendemos a mascarar e negar nossos sentimentos inferiores. Persistir neste primeiro passo é dar uma longa caminhada rumo à libertação.

Definido o foco de nossa inveja, pense o seguinte: porque tal pessoa está em tal situação? O que ela fez para chegar até lá? Estude a fundo esta questão e compreenda os caminhos traçados por ele até sua posição. Em seguida seja sincero consigo mesmo e diga: você fez o mesmo esforço e traçou os mesmos objetivos? Se você for sincero verá que não caminhou na mesma direção, logo não poderia chegar no mesmo lugar. Esta segunda constatação é igualmente difícil de reconhecer.

À partir daí você tem dois caminhos: reconhecer que deseja a mesma posição ou posses e traçar um plano todo seu para chegar até este objetivo ou reconhecer que você não está disposto a enfrentar este caminho ou ainda que seu objetivo na verdade não é este e que deve buscar outra direção. Só existem estas duas hipóteses. Feito este trabalho de levantamento mental, você estará livre da inveja, pois reconhecerá os fatores que a motivaram e traçará seu próprio caminho na mesma direção ou em outra qualquer.

É importante registrar que a inveja pode alcançar a todos, em algum momento da vida. Aqueles que dizem nunca ter sentido inveja ou mentem ou ainda não se viram numa posição de inferioridade suficientemente desagradável para que viessem a experimentar o desconforto. A inveja só pode deixar de se manifestar naqueles que se consideram tão diferentes, tão menos dotados que nem caberia a comparação.

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