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Autoestima X Transtornos Emocionais

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  • 08 de Ago de 2017
  • Sheila Almeida
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Muito se fala que é de extrema importância ter autoestima elevada, que traz bem estar e felicidade. Mas o que é autoestima? Como faço para ter autoestima elevada? São perguntas constantes e ao mesmo tempo difíceis de serem respondidas. Por definição, autoestima é um conjunto de sentimentos e pensamentos do indivíduo sobre seu próprio valor, competência e adequação, que se reflete em uma atitude positiva ou negativa com relação a si mesmo.

Autoestima está relacionada com a forma como nos valorizamos, como nos percebemos no mundo e quão importantes somos para as pessoas que nos são queridas. Ainda afeta a nossa confiança, nosso relacionamento pessoal e interpessoal. Autoestima elevada nos proporciona força e flexibilidade para mudanças que acontecem na vida.

Por outro lado, a falta ou baixa autoestima muitas vezes está associada a ocorrência de sintomas depressivos e ansiosos, risco de suicídio, insatisfação com a própria vida, sensação de não-pertencimento, ou seja, estas pessoas ficam mais vulneráveis aos acontecimentos adversos do cotidiano, já que não acreditam no seu potencial de enfrentamento.

Pessoas com baixa autoestima geralmente sentem-se sem confiança, incapazes e incompetentes. E quanto mais se sentem assim, mais agem como se realmente fossem incapazes e isso aumenta ainda mais os sentimentos de incompetência. Torna-se um ciclo vicioso. Os sentimentos de baixa autoestima, geralmente, foram construídos ao longo da vida, e sentimentos de inferioridade e comportamentos arraigados são difíceis de mudar. Isso leva tempo, muito trabalho, e requer ajuda profissional.

Portanto, se está se sentindo “muito para baixo”, falta de confiança em si mesmo, pode ser um indicativo de baixa autoestima, sendo de extrema importância buscar ajuda de um profissional habilitado para que consiga superar seus próprios obstáculos e chegar no objetivo desejado. Às vezes, a baixa autoestima pode ter sido profundamente enraizada ou ter as suas origens em experiências infantis traumáticas, como a separação prolongada de figuras parentais, negligência ou abuso emocional, físico ou sexual. Se você acha que isso é um problema particular para você, fale com um profissional de saúde mental. A terapia ou aconselhamento pode permitir-lhe falar sobre essas experiências, aceitá-las e deixarem de ser um impeditivo ao seu bem-estar e valorização pessoal.

Podemos não ter controle sobre o que nos acontece, e numa primeira fase, podemos até reagir de forma negativa, inadequada e prejudicial, mas com o passar do tempo, temos a possibilidade de analisar os fatos e as emoções envolvidas, atribuindo-lhe um significado de aceitação, para que possa interpretá-los de uma forma a que retire algum tipo de aprendizado que possa ser útil. No entanto, ainda que possa não ver utilidade, pelos menos não permita que a relembrança do sucedido lhe prejudique ainda mais a vida do que o evento em si. Por outras palavras, você não é os seus acontecimentos, e apesar de algumas histórias da sua vida terem sido desagradáveis abalando a sua forma de olhar o mundo, você tem sempre a possibilidade de criar uma visão de si mesmo independente daquilo que lhe aconteceu. 

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