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Autoimagem, Autoestima e Autoconceito

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  • 22 de Ago de 2017
  • Sheila Almeida
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Autoconceito é a percepção que uma pessoa tem de si mesma, que se forma a partir das experiências e relações com o meio, em que desempenham um importante papel tanto os reforços ambientais como os outros significativos. Alguns autores consideram que o autoconceito tem um aspecto descritivo, ou seja, a pessoa faz descrições de si mesma, por exemplo, sobre seus atributos físicos, suas características de comportamento, suas qualidades emocionais, com um aspecto avaliativo, ou seja, ela realiza uma (auto)avaliação sobre suas condutas e qualidades/defeitos. Portanto, é uma (auto)percepção, uma ideia mais real que a pessoa tem de si mesma.

Autoimagem é uma descrição que a pessoa faz de si, a forma como ela se vê, estando esta percepção também relacionada ao modo como os outros a percebem.

Autoestima é uma avaliação que o sujeito faz de si, estando esta valoração relacionada também com o modo como os outros o avaliam.

Pode-se medir o grau de sucesso e felicidade de alguém através da análise de sua autoestima. É claro que existem outros fatores também importantes, mas quando não existe a segurança necessária para por em prática nossos projetos é um forte indício de que algo vai mal. Nesta hora é preciso fortalecer a autoconfiança e o autoamor, através de decisões e atitudes que contribuam para a mudança interior. É fundamental também reconhecer fragilidades e ter a consciência que são os sentimentos de menos valia que nos impedem de ir adiante.

É muito importante entendermos quais as situações e experiências nos levaram a não confiar em nossa capacidade. Se não nos disponibilizarmos a isto, facilmente vamos cair no círculo vicioso da repetição de situações negativas, que nada mais são que a materialização dos padrões de pensamento que carregamos. Se faz necessário olhar com firmeza para dentro e perceber como estes padrões tornam-se comportamentos que nos prejudicam e se repetem ao longo da vida.

Ignorar estes resultados nos traz um tremendo mal estar, pois além de não conquistarmos o que queremos, vivemos distantes de nós mesmos, ficando no “piloto automático”, não respeitando a nossa própria essência e buscando apenas satisfazer modelos e padrões externos, não importando quais foram as experiências, por mais dolorosas que elas possam ter sido. É preciso aprender a lidar com o modo que elas impactaram as crenças que criamos sobre nós mesmos e nos dispormos a modificá-las se quisermos realmente crescer e obter uma vida plena.

Uma certa dose de insegurança é absolutamente normal e de certo modo até saudável. O problema se estabelece quando este sentimento ultrapassa o real e é capaz de criar sentimentos de incapacidade diante de situações e o surgimento do medo paralisante frente aos desafios, sejam eles diários ou de longo prazo. A confiança e a segurança passam pelo entendimento e disponibilidade em lidar com as frustrações, pois elas existirão. E são justamente estas adversidades que nos fazem olhar para dentro e perceber o que ainda temos a melhorar. Mas se a relação que temos com nossas capacidades é frágil, a resiliência em encarar as situações adversas é baixa e não temos a força necessária para reagir e superá-las.

Autoestima nada tem a ver com arrogância. A arrogância é a idealização de quem somos, na maioria das vezes devido a insegurança em relação ao nosso real valor. Quando há incertezas quanto a real capacidade, precisamos da afirmação e da validação externa o tempo todo. Se faz necessário mostrar ao outro, constantemente, o quanto somos melhores, pois nós mesmos não nos percebemos bons o bastante. E uma das formas de demonstrar isto é através da arrogância. O arrogante é muito sensível à criticas e ao julgamento dos outros, pois a segurança que ele tem em si é extremamente frágil.

Quando estamos centrados em nós mesmos, avaliando sentimentos e o modo como reagimos a determinadas situações, fica mais simples alterar o que pensamos a nosso respeito, tomando ciência de nossas dificuldades e quais as potencialidades que possuímos para superar as limitações. Encarar de frente estas questões propicia a tomada de consciência do próprio potencial e contribui para traçarmos um plano que nos inspire a superar o que ainda nos limita e ressaltar aquilo que temos de admirável e nossa baixa autoestima nos impediu até hoje de enxergar.

A decisão de olhar para dentro é muitas vezes difícil e dolorosa, mas extremamente libertadora. Abre-nos a percepção de que todas as respostas já se encontram em nosso inconsciente, apenas aguardando que o foco seja voltado para dentro para que possa aflorar. Esta é uma construção diária e somente com o entendimento do valor de uma autoestima forte no alcance dos nossos sonhos é que estaremos aptos a dar o primeiro passo.

Apesar de ser construída durante a infância e adolescência, a autoestima pode ser tratada e recuperada em qualquer fase da vida. A pessoa pode, através das suas escolhas, ir alimentando essa estima. Quando toma decisões destrutivas para si, sem querer fortalece aquilo que mais a incomoda. No entanto, quando faz movimentos positivos, inverte essa situação. Funciona como um ciclo: quanto mais escolhas positivas faz, mais estima passa a ter por si mesmo, e quanto maior sua autoestima, mais positivas serão suas escolhas.

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