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Como Lidar com a Insegurança Pessoal

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  • 08 de nov de 2016
  • Sheila Almeida
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Certamente, ao longo da vida, pode-se encontrar pessoas com este tipo de perfil, provavelmente mais de uma vez. São pessoas com as quais é complicado conviver, trabalhar e, inclusive, estabelecer uma amizade saudável. Como conseguir? Algumas vezes, são acessíveis e permissivos e, pouco tempo depois, levantam muros intransponíveis, tornando impossível falar ou fazer qualquer coisa.

O que há por trás desse tipo de personalidade? Uma clara insegurança pessoal? Inveja? Ou a simples vontade de complicar a vida daqueles que estão ao seu redor? Não é fácil conviver com pessoas desse tipo, às vezes, elas conseguem até mesmo despertar o pior de cada um. No entanto, deve-se aceitá-las e tratá-las como são: pessoas inseguras.     

O que se pode fazer? Que estratégias pode-se tomar nesses casos? A insegurança pessoal aparece em qualquer âmbito do próprio círculo pessoal, no entanto, alguns casos são mais comuns:

– Insegurança Na Educação Dos Filhos: pais e mães que baseiam sua educação em normas pouco firmes, em mudanças constantes de foco, que acabam projetando a mesma insegurança nas crianças. Por exemplo, pais que prometem a seus filhos que vão fazer determinadas coisas, que dizem que os deixarão ir a um determinado compromisso, a uma excursão, festa… Porém, mais tarde, mudam de ideia e não permitem.

– Insegurança A Nível De Relacionamento Amoroso: nesse caso, pode-se exemplificar inúmeras situações que podem ser muito conhecidas. Desde pessoas que um dia se mostram completamente acessíveis, abertas a um compromisso e a planos futuros para, em pouco tempo, mudar radicalmente de opinião e oferecer apenas desculpas imprecisas. Mais ainda, também é muito habitual encontrar com casais que terminaram a relação, mas nunca se afastam. Nunca terminam de “romper” o vínculo, o que gera ainda mais sofrimento.

– As Amizades Pessoais: quem não tem o clássico amigo que sempre precisa de opinião ou conselho para fazer algo? Costuma se mostrar próximo e solícito, no entanto, quando as coisas não saem como ele(a), espera, costumam responsabilizar os que estão ao seu redor. Mostram dependência e desapego ao mesmo tempo, uma mistura que, às vezes, parece ser camuflada com carinho e, então, com inveja.

Como tratar as pessoas que “envolvem” os outros com sua insegurança pessoal? Não se pode romper vínculos com eles se eles fazem parte da vida do outro, isso está claro. Assim, o mais recomendável e adequado é que se aprenda como tratá-los.

  • Primeiramente, precisa-se aprender que não se pode mudar ninguém de um dia para o outro. Longe de solucionar o “problema”, primeiro cada um que comece a se proteger, evitando ser manipulado. Tenha valores e limites bem claros, e também tudo aquilo que está disposto a permitir ou não.
  • Deve-se expressar claramente como se sente toda vez que a pessoa mudar de opinião ou quando ela não for clara em relação aos seus sentimentos. Faça-a ver que suas ações e suas palavras têm consequências.
  • Tenha claro que as pessoas inseguras costumam gerar “emoções negativas”. O último que deve ser feito nesses casos é assumir a responsabilidade pelas ações da pessoa. Se mantiver uma relação amorosa com uma pessoa desse perfil, não atribua a você os altos e baixos vividos por ela, não se deixe levar por essa montanha russa emocional que diz “Hoje eu te amo, mas amanhã não”. O problema é com a outra pessoa, não com você; então pense objetivamente até que ponto você está disposto a chegar e o que vai permitir.
  • Uma pessoa segura não duvida, muito menos arrasta os outros rumo às suas quedas de insegurança e dilemas pessoais. Se achar que está perdendo tempo, afaste-se. Entretanto, se gostar muito da pessoa, faça-a ver o que seu comportamento gera, mas sempre de modo construtivo, aberto e firme.

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