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Infidelidade: Prazer ou Dor?

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  • 10 de Mar de 2015
  • Sheila Almeida
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Uma pessoa comprometida pode não ser nutrida afetivamente pelo parceiro, gerando aumento do vazio no interior dela, vazio esse que já devia existir em parte pelas perdas afetivas do passado infantil. Fica faltando um senso de importância, de valor, perturba a autoestima. A infidelidade pode ser a busca disso. Mas é um caminho de prazer ou de dor?

O relacionamento deve se tornar um lugar onde homem e mulher conseguem obter e dar apoio, ajuda para aliviar as feridas que cada um trouxe de seu passado para dentro do relacionamento conjugal. Por exemplo, a mulher ou o homem inteligente informa ao seu parceiro do que sente falta ao invés de ficar calado(a), se frustrar, se isolar e depois ir buscar isso fora.

A mídia passa ao longo dos anos a ideia de que a infidelidade é normal quando parece ter acabado o amor no casal. Muitos são influenciados por essa ideia perversa e acabam conceituando de normal o que é ética, moral e psicologicamente perigoso. Para resolver bem problemas, o casal deve ser ajudado a melhorar a compreensão mútua, a comunicação, a sexualidade, a amizade, o respeito, a intimidade.

Aquele que sentiu falta disso e não buscou ajuda, não tentou resolver tais necessidades construtivamente, não resolverá seus problemas ao se envolver com outra pessoa, porque isto não se resolve com infidelidade, pois ela mascara o problema.

A sensação de prazer afetivo e/ou sexual que se instala na relação infiel, pode ser apenas temporário. Se os amantes fossem viver juntos diariamente, pode ser que os problemas de personalidade de cada um surgiriam e mostraria que o prazer existe apenas quando os encontros são rápidos e cheios de sensualidade. É fácil viver o prazer em tais condições. Mas por que cada amante não consegue viver o mesmo prazer com seu parceiro? Será o parceiro alguém tão frustrante, conforme cada amante pode dizer que é?

Autores sobre casamento dizem que quem vive uma infidelidade está, naquele período de sua vida, vivendo uma espécie de insanidade, porque as pessoas que estão enredadas pela paixão e envolvidas num caso de traição estão sofrendo de um tipo de insanidade temporária. Elas não conseguem pensar com clareza; podem comportar-se de maneira totalmente irresponsável, parecendo estar além do alcance de qualquer julgamento normal.  E, essas  pessoas famintas e sedentas podem se tornar angustiadas e irracionais por causa de seu desejo, da sua carência. Em seu desespero, tentam satisfazer suas próprias necessidades por meios não apropriados.

Pense: se o amante fosse realmente uma pessoa perfeita, “o grande amor da vida”, por que seu parceiro o rejeitaria? Uma das razões fundamentais por que vale a pena lutar pela compatibilidade afetiva é que as alternativas são arrasadoras. É melhor resolver os problemas enquanto estão pequenos do que enfrentar um maior distanciamento, infidelidade e, por fim, a separação – e levar esses mesmos problemas para os relacionamentos seguintes. Já pensou que se você tem um(a) amante comprometido(a), por ser infiel, pode ser infiel à você? Dá para confiar na pessoa que não é digna de confiança com seu parceiro verdadeiro?

TAGS: infidelidade, compromisso, prazer, dor, autoestima, relacionamento, amor, compreensão, sexualidade, insanidade, agressividade

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