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O veneno da inveja e suas consequências

casal-porquinho
  • 07 de Mar de 2017
  • Sheila Almeida
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A inveja é um sentimento de tristeza que, em primeiro lugar, afeta o que tem o sentimento e poderá afetar aquele por quem o sentimento é desenvolvido. Esta inveja vem de se olhar mais para o outro do que para nós próprios, de falta de amor-próprio. Este olhar para nós deve também ser feito na medida do que somos e não só do que temos ou não temos. A inveja encontra um terreno fértil naquele que se sente inferior aos outros.

A inveja faz-nos reavaliar que objetivos temos na nossa vida. O que queremos? Para onde vamos e como? O complexo de inferioridade, pode nos levar sempre a desejar mais e mais e mais. Se estivermos num processo de comparação estaremos sempre a questionar. Porque não eu? Porquê ele? Isso é estar mais centrado nos outros que em nós próprios e para tal temos que contrariar essa construção, pois contrário da inveja é o amor!

Existe uma percepção muito básica nas pessoas: muitos dos males são produzidos pela inveja de outros. Por trás disso, há uma questão de superstição, mas não deixa de ter um fundo de verdade. O que é a inveja? A inveja tem a ver com a tristeza que o bem alheio produz, ou seja, ficamos amargurados quando os outros se dão bem na vida.

Pode haver dois tipos de situação. Por um lado, alguém com quem não simpatizamos assume um cargo de muita importância, por exemplo, ganhando uma promoção. Então eu fico triste, porque tenho certeza de que isso me trará más consequências. Isso não é inveja propriamente dita, e sim um temor ou medo dos danos que possam ser ocasionados a mim ou aos meus entes queridos, com o poder que tal pessoa adquiriu.

A inveja tem a ver com a questão de que alguém próximo a mim progrediu materialmente ou ganhou um cargo melhor em seu trabalho, por exemplo. Então, esse fato bom que ocorreu, e que não tem necessariamente consequências negativas para mim, me dá tristeza. Esta tristeza é a inveja.

Destes dois exemplos também podemos tirar uma consequência: a inveja se dá entre iguais. Eu não sinto inveja do governador porque ele ganhou as eleições, porque isso está muito acima das minhas aspirações. Mas posso sentir inveja do meu amigo, colega de trabalho, primo, vizinho, porque eles alcançaram algo que eu ainda não alcancei.

Por este motivo, é preciso estar muito atentos a este sentimento em nosso coração: ele não apenas amarga a própria vida, senão que nos leva a agir mal entre os que nos cercam, destruindo toda relação de confiança. Às vezes, a inveja pode vir porque sonhamos com coisas que estão muito acima das nossas possibilidades. E não podemos alcançá-las porque não temos capacidade pessoal suficiente.

Quando percebemos que os sonhos são apenas sonhos, e vemos alguém perto de nós progredindo em algo, então nos entristecemos por isso, devido aos nossos complexos pessoais.

Podemos sentir tristeza pelo bem alheio, não pelo fato de o outro o possuir, mas pelo fato de isso nos faltar. Se isso é sobre bens honestos, é até saudável sentir esta “inveja”, porque tal sentimento nos motivará a buscar crescer no bem. Passamos muito tempo avaliando até que ponto o invejoso é capaz de causar danos ao invejado. Mas ficamos sem nos dar conta dos danos que essa praga causa ao próprio invejoso que, com certeza, é o maior prejudicado nisso tudo. Isso porque é impossível alguém não colher o que plantou. O invejoso fica suscetível, desde que acaba se desorganizando emocionalmente, o que diminui a imunidade do corpo, fato já comprovado pela medicina.

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