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Os Vários Tipos de Infidelidade

tirando-alianca
  • 24 de Mar de 2015
  • Sheila Almeida
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Há infidelidade e infidelidades. Nem todos os relacionamentos extraconjugais são iguais.  Existem três tipos básicos de infidelidade: a acidental, a romântica e a crônica. A maioria dos primeiros relacionamentos extraconjugais é de casos de infidelidade acidental, não premeditados, que realmente "acontecem".  Tanto os homens quanto as mulheres podem escorregar e ter um caso acidental, contudo, os mais propensos, os quais correm maiores riscos, são os que bebem, os que viajam, os que não estão bem casados e aqueles que têm muitos amigos que "saem por aí  ".

 

 As causas são as mais diversas. Entretanto, para muitos, a curiosidade pode ser a mola propulsora. Tanto os não vividos sexualmente quanto os vividos - aqueles que já tiveram muita experiência - podem achar que não foi em quantidade suficiente ou do tipo desejado. E, ocasionalmente, se deixar levar. As pessoas que traem ocasionalmente têm um casamento às vezes frustrante, às vezes tumultuado, como todos os casamentos. Mas, não a ponto de levá-las a pensar seriamente em se separar. O parceiro que trai ocasionalmente não espera continuar a trair e muito menos se apaixonar. Às vezes a traição esporádica ocorre com uma pessoa desconhecida. Outras vezes, não.

 

Outro tipo básico de infidelidade é a romântica, porque apaixonar-se é a forma mais louca de infidelidade. É uma espécie de insanidade temporária. Isso acontece quando se está atravessando uma crise na própria vida, não se sabe o que fazer e "ainda não se está pronto para acabar com tudo". Mas por que as pessoas perdem a cabeça e querem largar tudo, pelo menos durante algum tempo? Todos os casamentos são imperfeitos e desapontam de uma maneira ou de outra. Isso é parte da vida. Entretanto, existem casamentos que não conseguem criar um mínimo de intimidade, sexo, prazer, nem muito menos companheirismo.

 

Casamentos em que as pessoas não conseguem entrar , nem sair de vez. Por exemplo, existem mulheres casadas com homens que lhes dedicam apenas alguns minutos de contato por semana e não estão interessados em nada além disso. Essas mulheres ficam extremamente vulneráveis. Outros estão em casamentos tempestuosos, difíceis de manter e procuram um ancoradouro emocional. Homens e mulheres infelizes no seu casamento podem ter uma relação fora que os ajude a viver a vida. Esse tipo de "infidelidade salvadora" tem a finalidade de diminuir as pressões sobre um casamento truncado. As escapadas permitem ficar num relacionamento que, caso contrário, desmoronaria.

Uma terceira pessoa (o "outro", a "outra") pode destruir uma boa relação, mas também pode ajudar a estabilizar um casamento que vai mal. Um caso de infidelidade não é a maneira mais construtiva de esfriar as tensões entre um homem e uma mulher, é apenas a mais fácil: uma solução que tapa o sol com a peneira. Mas, como a maior parte das soluções fáceis na vida, não resolve os verdadeiros problemas que causam as tensões. Só eliminam os sintomas, e não os males que o provocaram.

Amantes se dividem em dois grupos: os que amam os parceiros e os que amam o amor. Os que amam seus parceiros podem formar um vínculo; os que amam o amor, não. Esses são os verdadeiros românticos. Românticos não toleram muito bem pessoas reais, ou seja, quanto menos real for a situação, melhor. Eles costumam dividir o mundo ao meio: as pessoas por quem estão apaixonados (ou podem vir a se apaixonar) e as demais. Em geral, não gostam muito das demais.

Os românticos também podem ser divididos em dois grupos. Os suaves, ou parciais, e os intensos, ou totais. Os primeiros podem não reclamar da vida. Estão casados, mas têm a vaga sensação de que alguma coisa está faltando. Sentem-se razoavelmente felizes. E utilizam casos românticos como um remédio caseiro contra a depressão. Já os românticos totais mergulham em intensos casos de amor e transformam o casamento em uma prisão da qual sentem a necessidade de escapar.

Ambos os tipos normalmente entram nesses casos numa época difícil da vida: quando os filhos crescem, quando os pais morrem, depois de uma doença grave, quando inesperadamente são promovidos ou perdem seus empregos. Enfim, em qualquer   situação em que se tenha de encarar a realidade e amadurecer. Parceiros de infidelidade romântica são pessoas que não testam a realidade e também não se preocupam em compreendê-la melhor. Casos românticos levam a muitos divórcios, mas não a muitos casamentos felizes. Paixão e romance têm muito pouco a ver com amor. O romance, por natureza, nunca dura muito tempo. Quanto mais arriscada a busca da felicidade instantânea, maiores as chances de um rápido desencantamento.

Existe ainda outro tipo de infidelidade: a constante ou crônica. Na sociedade, essa é uma atividade considerada tipicamente masculina. Homens cronicamente infiéis estão interessados basicamente em afirmar sua masculinidade e, para isso, praticam sexo compulsivamente. Sentem-se no direito de se apaixonar ao sabor do acaso. Mulheres também podem ser continuamente infiéis. Quando isso acontece, ambos buscam obter tanto prazer sexual quanto possível, no menor tempo possível. Como a obsessão pelo sexo é sua única razão de viver, praticamente não existem limites para o que fazem em busca desse prazer.

A infidelidade crônica é característica do homem normalmente definido como conquistador. O fato de ser casado não o impede de "partir para o ataque" sem nenhuma inibição sempre que tem uma chance, sem praticamente se importar com as consequências. Conquistadores inveterados, sentem-se desconfortáveis em qualquer situação na qual não estejam exibindo ou exercitando sua masculinidade. Dessa perspectiva, um homem que não está conquistando nenhuma mulher está perdendo. Colecionar parceiras é para eles uma forma de provar que são homens.

No fundo, essa necessidade constante de um enorme elenco sexual de apoio os impede de se comprometer, pois os conquistadores não amam de fato. Homens com tais características podem ser envolventes, encantadores, mas nunca estabelecem um relacionamento muito pessoal. Sempre mantêm uma cautelosa distância quando se trata de sentimentos. Podem até ter raiva das mulheres, tratando-as com crueldade e usando a sedução como arma para controlá-las. Com frequência, procuram despersonalizá-las, lidando com elas como se fossem trocáveis, descartáveis.

Estão convencidos de que as adoram, mas, em vez de amá-las, na verdade apenas se utilizam delas. O conquistador insaciável finge que está sempre procurando uma mulher melhor do que a esposa (e assim justifica sua busca permanente), mas no fundo não quer encontrá-la, porque não pretende se divorciar e encarar todas as despesas e amolações que acompanham a separação. Considera-se um homem de sorte: teve todas as mulheres que quis na vida, nunca se comprometeu, nunca precisou ver algumas delas de novo e é invejado por todos os outros homens nos lugares que frequenta. Para ele, só há um erro imperdoável, um pecado mortal em sua carreira de conquista: ser apanhado em flagrante.

Por outro lado, há mulheres que tentam a carreira de conquistadoras só para descobrir que fracassam quando se apaixonam. Acredita-se que as mulheres não conseguem ter casos de forma tão impessoal quanto os homens. Muitas das mulheres que têm encontros casuais estão usando sua sexualidade em busca de momentos mágicos ou de alguém para amar. Outras são conquistadoras de fato, caçadoras, e usam sua sexualidade, sua capacidade de sedução, para exercer poder sobre os homens. Essas mulheres em busca de novos parceiros de cama ou de vida. Algumas acabam   tornando-se tão cínicas quanto os homens e deixam de acreditar no amor, enquanto as demais continuam buscando a vara de condão - o amor através do sexo.

Homens e mulheres caçadores muitas vezes tiveram um pai também caçador, que eles idealizaram. Por isso consideram suas conquistas perfeitamente normais e acreditam que estão sendo invejados e admirados. Imaginam ainda que todos agem como eles (ou, pelo menos, gostariam de agir). No fundo, são pessoas que ficaram presas nessa armadilha da adolescência. Com o passar dos anos, muitas vezes o jogo da conquista vira o objetivo do conquistador. Depois que o outro diz sim, a caçada perde o interesse, a relação nem precisa se consumar. O simples fato de ter seduzido, ou de ter feito o outro se interessar mais do que está interessado, já o satisfaz. Os conquistadores, em geral, se consideram absolutamente irresistíveis. Existe, porém, algo em comum entre os homens e mulheres desse tipo: a inesgotável capacidade de tornar seus parceiros infelizes.

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