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Quando o Amor vira Doença

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  • 07 de Abr de 2015
  • Sheila Almeida
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Carência e cuidado excessivo podem ser sinais de amor patológico originado na infância. O amor patológico tem origem na relação da mãe com o filho e em sua disponibilidade para suprir as necessidades emocionais da prole em situações estressantes, principalmente em casos de separação.

Quando em uma relação se encontra um parceiro que agride física e/ou verbalmente, que pode abusar de drogas e álcool. E sempre que o parceiro se distancia o outro fica com insônia. Por causa da tensão vivida por este amor conturbado, perde ou ganha peso, fica constantemente irritado e apresenta tensão muscular... esse é um caso de amor patológico. A pessoa embarca numa união simbiótica na tentativa de fugir da insuportável sensação de abandono.

Ela dirige toda sua atenção à pessoa amada, desdobrando-se em cuidados e gentilezas que nunca cessam porque simplesmente ela não sabe como controlar o impulso de agradar o parceiro. Numa postura obcecada, aquele que vive esse amor não consegue mudar de foco: seu objeto de desejo torna-se prioridade, enquanto os outros interesses ficam em segundo plano.

Esse amor é vivido por pessoas de personalidade vulnerável, marcada pela baixa autoestima e pelos sentimentos de rejeição e raiva. São pessoas que crescem em famílias desajustadas, com pouca atenção e carinho dos pais. Por isso, tentam compensar esses anos de ausência com um amor possessivo. Elas acabam reproduzindo desarranjos do passado, escolhendo parceiros dependentes, e que logo irão se mostrar negligentes, inacessíveis e problemáticos.

A pessoa tem dificuldade de estabelecer limites entre ela e o parceiro, manifestada pela atitude constante de manter o outro sobre controle e uma busca incessante pela fusão com ele. Os critérios diagnósticos para o amor patológico são semelhantes aos da dependência química.

No amor patológico, a pessoa geralmente embarca em uma união simbiótica na tentativa de fugir da insuportável sensação de abandono. Alguns pesquisadores acreditam que o amor patológico surge conforme o vínculo que a pessoa vivencia com a mãe durante os primeiros anos de vida. Esse tipo de amor ocorreria quando a pessoa experimenta, na infância, uma relação insegura com a mãe, sofrendo a ansiedade de separação – um tipo de vínculo que os especialistas chamam de “ansioso ambivalente”. 

TAGS: união simbiótica, abandono, infância, insegurança, proteção materna, apoio, disponibilidade emocional, rejeição, apego, ansiedade

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