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Que Impulsos movem sua vida financeira?

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  • 23 de Ago de 2016
  • Sheila Almeida
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Dinheiro e emoções são uma combinação perigosa, por isso proteja seu bolso. Alguns estudos mostram que muitas pessoas compensam sentimentos negativos indo às compras e gastando mais do que podem. Que o dinheiro é estreitamente ligado a fatores emocionais não há dúvida. Quem já não comprou impulsivamente movido por emoções contraditórias? E mesmo quem conhece as regras básicas de como poupar e gastar dinheiro só alcança a verdadeira liberdade financeira entendendo seus impulsos emocionais na hora da compra de um objeto de desejo

Isso porque os gatilhos emocionais existem e atuam na esfera emocional das pessoas. Se você está endividado já é hora de entender como as emoções podem afetar seus hábitos de consumo. Em casa, dê uma olhada ao redor, abra os armários e selecione dez itens que agora considera inúteis – roupa que nunca usou, aparelho de baixíssima utilidade, sapatos que apertam os pés (e que comprou fingindo acreditar na conversa da vendedora que “iriam lacear”). E agora faça a seguinte pergunta: o que estava acontecendo em sua vida quando comprou esses produtos praticamente inúteis? Tente voltar no tempo para aquele momento impulsivo da compra e liste a emoção que sentiu quando comprou cada uma dos itens.

Você irá se surpreender descobrindo emoções como raiva, frustração, ressentimento, abandono, angústia e tédio influenciando aquela compra. Usamos emoções para justificar compras que acreditamos “merecer”. Outras vezes, temos um motivo para comemorar, mas em vez de nos limitarmos a escolher algo que realmente queremos – e podemos pagar – acabamos nos entusiasmando com o parcelamento em dezenas de vezes e cometendo desperdício de dinheiro.

Em muitos casos o gasto emocional é a causa da maior parte da dívida. Graças ao fácil acesso a cartões de crédito tentamos comprar a felicidade em vez de lidar com o que está nos afetando. Examine de novo aquela lista e analise as emoções que levam ao impulso da compra – estes são os seus gatilhos. Reflita sobre eles, torne-se familiarizado para da próxima vez que estiver a ponto de usar o cartão de crédito, cheque ou dinheiro em espécie possa se perguntar se não estará fazendo outra compra emocional.

As emoções podem levar também ao impulso de consumir. A diferença entre o consumo e o consumismo é que no consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário. Já o consumismo se caracteriza pelos gastos excessivos em produtos supérfluos, movidos pela propaganda. A necessidade de consumo pode vir a tornar-se uma compulsão, uma patologia comportamental. Pessoas compram compulsivamente coisas de que realmente não precisam. Muitas vezes, furtam ou roubam, não movidas por uma necessidade objetiva, mas pelo desejo de possuir algo cujo significado é essencialmente simbólico.

Como as emoções colocam as pessoas em situações de risco financeiros, devemos tomar cuidado, como por exemplo:

Não ir às compras quando estiver:

  • Cansado
  • Estressado
  • Carente,
  • Angustiado
  • Desiludido
  • Entediado
  • Com pressa

Recentemente, estudos psicológicos compararam a relação com o dinheiro a um relacionamento amoroso, apontando alguns erros comuns nos dois tipos de relação, amorosa e financeira:

“Eu posso mudar a pessoas com quem me relaciono sentimentalmente”. De antemão você sabe que não se pode mudar alguém, mas insiste. O mesmo se dá naquele tipo de uso do dinheiro, uso no qual você está se endividando, perdendo dinheiro, mas imagina que conseguirá sair dessa.

Já prestes a se envolver em uma relação séria, pela segunda vez, antes de tomar a decisão, pensa: “Desta vez vai ser diferente”. O mesmo comportamento determina suas escolhas de gastos, de consumo, de se endividar, antes de se decidir por uma atitude ponderada e equilibrada.

Quando você não consegue terminar uma relação muito antiga, desgastada e insiste: “Não dá, é muito difícil terminar”. Um comportamento que se compara àquele da pessoa que está se envolvendo em péssimos negócios e não se decide a sair.

Alguém acha que encontrou o príncipe encantado ou a mulher de seus sonhos e perde todo e qualquer discernimento. O mesmo acontece quando você acreditar ter encontrado “a melhor forma de ganhar dinheiro” e aposta tudo o que tem nela.

Comenta-se sobre a perigosa combinação de emoções e investimentos e se faz a seguinte pergunta: a emoção influencia a forma de decidir sobre dinheiro de uma pessoa? A resposta já se sabe que é sim – e muito se discute como fatores psicológicos podem afetar sua relação com o dinheiro. Tais são as características comuns do perfil financeiro daquele que não consegue analisar friamente suas escolhas de como lidar com as finanças:

Autoconfiança excessiva: a pessoa tende a tomar decisões precipitadas sem temer os riscos

Apego exagerado: muitos indivíduos acabam se apegando a um tipo de relação com o dinheiro e não a avaliam com frieza, vendo somente o lado vantajoso da prática financeira.

Incapacidade de mudar: toda pessoa lidando com dinheiro deve ser consistente com a estratégia que definiu. Isso não significa, porém, continuar nessa trajetória pelo resto da vida! É importante rever, de tempos em tempos, sua decisão de como ganhar e gastar o seu dinheiro.

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