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Raiva E Irritação: Os Sintomas Da Depressão Que Muitas Vezes Ignoramos

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  • 24 de Abr de 2018
  • Sheila Almeida
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São 5 os principais sintomas da depressão, que vai tomando conta da pessoa aos poucos. Os sinais são dados dia após dia e é mais fácil que as pessoas em volta notem esses sinais porque o depressivo vai sendo invadido pelos sintomas, um a um, e mergulhando num mundo próprio.

Autores definem a depressão como “raiva” e perda de fé, sendo que os dois casos têm a ver com a própria pessoa. Há uma raiva guardada em seu íntimo e que precisa ser diagnosticada e eliminada e também há uma perda de fé em sim mesmo. Quando vai buscar ajuda médica ou psicológica, a maioria dos sintomas já se manifestou. Portanto, vamos entender quais são esses sintomas. Fique atento a qualquer um destes sinais e procure orientação médica e psicológica o quanto antes. A especialidade médica que trata a depressão é a psiquiatria, por onde poderão ser feitos alguns exames clínicos laboratoriais para a dosagem dos neurotransmissores, indicadores importantes do nível da depressão no paciente.

Vamos analisar os sintomas emocionais que afetam a pessoa que entra em depressão:

Raiva: o primeiro indicador da depressão é a raiva, que tem uma causa que desencadeia essa ira interna, mas que ainda não é decifrada. Normalmente, esta raiva demora a emergir, e quando isso acontece há um chicotear a si próprio, há um martirizar como se fosse uma tentativa de abrandar a culpa que vai surgindo por estar na apatia. Quando demora a ser notado e abre guarda a outros sintomas, a raiva vai ganhando mais espaço e se misturando aos outros sinais da depressão, ampliando também a sensação de “não consigo nada”.

Tristeza: outro grande sinalizador da depressão costuma ser uma tristeza sem causa aparente. Veja que não é uma simples tristeza que nos acomete durante o dia por um acontecimento, como a perda de um ente querido ou outro fato qualquer que pode vir um sentimento que pode durar horas ou alguns meses, mas que tem razão de ser. Na depressão, a pessoa é acometida por outro tipo de tristeza, aquela que não se sabe porquê, uma tristeza infundada.

Neste caso, a vida está relativamente bem, mas existe uma sensação de tristeza muito profunda que consome. Com o passar do tempo, a vida deixa de ter cores e tudo fica preto e branco, sem ânimo.

Desânimo: quando a tristeza chega num estágio de perder o ânimo, o depressivo começa a ser invadido por um segundo sintoma, o desânimo. Aqui não se trata apenas de uma simples vontade de fazer nada que logo passa, mas um desânimo imenso, inclusive com falta de vontade de viver. Não há motivação nem estímulos para a vida. O desânimo, quando entra em nível intenso, tira todas as forças até para realização de tarefas simples do dia-a-dia, como tomar um banho, conversar com alguém ou ir trabalhar. Tudo tem pesar!

Distúrbio do sono: as pessoas depressivas são frequentemente afetadas por algum distúrbio do sono, os mais comuns são a dificuldade para dormir ou para acordar. Durante a depressão, o corpo pela manhã ganha um peso tão grande, que é muito difícil acordar e reagir a mais um dia. Há pessoas que enfrentam este peso, levantam, tomam banho, vão trabalhar, têm uma vida ativa, mas há um sinal de tristeza bem grande lá no fundo da alma. Porém, há outras depressões mais profundas, em que as pessoas não conseguem sair da cama.

Dificuldade de concentração: a falta de concentração é um dos sintomas também comuns durante a depressão, pois é muito comum a mente estar em um vácuo. É neste quesito que há grande falta de atenção mesmo que a pessoa se esforce e tente se concentrar no trabalho, nos estudos ou em uma simples leitura. A reação negativa da dificuldade de concentração está em se sentirem incompetentes.

Falta de segurança em si: a pessoa afetada pela depressão perde totalmente a segurança em si mesma e também no processo de vida. Ela passa a não acreditar mais que a vida pode ser melhor. A perda mais significativa neste processo é a demonstração do pessimismo, que é o maior indicativo de uma completa falta de fé no Divino e em si mesmo. Não há mais a fé de que poderia conseguir alguma coisa, até voltar a ser como era antes. O pessimismo ganha espaço porque o depressivo não vê nada de bom que possa o alegrar.

Todos esses sintomas podem ser cumulativos e persistirem por muito tempo. Fique atento a esses 5 sinais da depressão e permita-se ajudar e ser ajudado. A depressão é uma realidade do nosso século, mas há tratamentos eficientes e todos podem se livrar dela e levar uma vida altamente produtiva e feliz.

Não é difícil encontrar depoimentos de pessoas que conhecem alguém que costuma ser sempre muito irritado ou só enxergam o lado negativo em tudo que fazem, mas cuidado, essa pessoa por estar sofrendo com um transtorno conhecido por distimia, que é um tipo de depressão crônica, contudo de forma moderada na sua intensidade. A doença é marcada, principalmente, pelo mau humor constante, diferente da forma convencional da depressão. Os portadores do transtorno têm dificuldade de relacionamento e apresentam baixa autoestima.

O principal sintoma da patologia é a irritabilidade, além disso, estão associados a doença o mau humor, desânimo, tristeza, predominância de pensamentos negativos, alterações do apetite e do sono, falta de energia para agir, isolamento social e tendência ao uso de drogas lícitas, ilícitas e tranquilizantes.

Pesquisadores afirmam que além dos sintomas supracitados a pessoa ainda tem dificuldade de concentração e nas relações interpessoais, além da redução da atividade psicomotora. A distimia se caracteriza como uma depressão mais leve, porém de longa duração. Para uma pessoa ser diagnosticada com a doença, ela deve apresentar os sintomas por no mínimo dois anos. A pessoa fica comprometida para realizar atividades domésticas e no trabalho, mas não a incapacita de realizá-la, como na depressão.

As pessoas acometidas pela patologia apresentam um humor disfórico, que consiste, no quadro de irritação e mau humor durante logos períodos. E muitas vezes por falta de conhecimento as pessoas que são portadoras da distimia são taxadas como intolerantes ou mau humorada. Contudo, é preciso que, os familiares e amigos ajudem essas pessoas reconhecendo a doença, ao perceber o longo período em que apresentam os sintomas.

Especialistas afirmam que as pessoas que vivem em situações de estresse excessivo apresentam maior risco de desenvolver o transtorno. Os profissionais que trabalham na área da saúde, policiais, professores e outras que estejam em constante condições de estresse estão na lista. O tratamento acontece a base de medicamentos indicados por psiquiatras e através de terapia específica para tratar da doença, além de mudanças no estilo de vida.

Assim como na depressão clássica, a distimia pode acometer crianças e adolescentes. Às vezes, esses transtornos estão camuflados atrás do baixo rendimento escolar, do comportamento antissocial e do temperamento agressivo que não conseguem controlar.

No caso da criança e adolescentes é preciso que apresentem no mínimo um ano os sintomas. Nessas pessoas ela se manifesta principalmente pela irritabilidade e euforia, mas para realizar o diagnóstico em todas as idades é preciso excluir uma causa física como problema de tireoide e uso de drogas. Acrescente-se ainda que a distimia também pode ser acometidas por pessoas na terceira idade e que não se pode atribuir o envelhecimento e as queixas do idoso como características da idade.

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