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Relacionamentos Conflituosos: Mudar é possível

gravida
  • 08 de Jun de 2016
  • Sheila Almeida
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Os conflitos acontecem com frequência nos relacionamentos amorosos, tanto em cônjuges como entre namorados. O desentendimento entre parceiros é tão comum quanto a necessidade de se encontrar alguém para se manter um relacionamento afetivo.  Existem, pelo menos, três atitudes a serem tomadas quando um relacionamento vai mal. 

Três possíveis alternativas para quando o relacionamento vai mal...    

  • A primeira seria a separação definitiva do casal
  • Essa é a solução mais utilizada pelos casais de namorados. 
  • Essa alternativa é mais fácil aos namorados já que, geralmente, não existem responsabilidades compartilhadas, tal como a união de bens e filhos. 
  • A separação definitiva é mais problemática nos casos dos casais em que ocorre um maior investimento mútuo de ambas as partes, como no caso daqueles que se casam formalmente ou que decidem morar juntos. 
  • Uma segunda atitude a ser tomada é a de se manter o relacionamento sob conflito, mesmo quando o carinho e afeto pela outra pessoa já não existem mais. 
  • Essa é a alternativa encontrada por certos casais em que um dos parceiros, ou até mesmo os dois, ganham mais mantendo o relacionamento conflituoso.
  • É o caso em que se percebe a união como inadequada e a separação como sendo ainda pior.
  • Por fim, terceira atitude quando um problema surge no relacionamento pode-se buscar manter a união e resolver os conflitos que tanto ameaçam o bem estar do casal e, em muitas situações, dos filhos.

Muitos defendem a possibilidade da separação ser a melhor alternativa em algumas situações, quando a união se apresenta como insustentável. Nesses casos uma avaliação mais aprofundada da situação é necessária para que não se corra o risco de se finalizar um relacionamento em que a felicidade seja possível. Porém, muitas das vezes, o clima conflituoso se origina em desentendimentos ocorridos devido a falhas na comunicação e interpretações errôneas dos comportamentos e atitudes do companheiro(a). Nestes casos a reconciliação se faz possível.

Nem sempre a forma como um dos parceiros avalia o relacionamento é a mesma forma que o outro avalia. Isso faz com que uma simples conversa possa se transforma em uma tempestade de sentimentos conflituosos e desagradáveis. Percebe-se que o problema não está na situação em si mesma e sim na forma com se percebe essa situação. Muitos defendem a possibilidade da separação ser a melhor alternativa em algumas situações, quando a união se apresenta como insustentável. Isso faz com que uma simples conversa possa se transforma em uma tempestade de sentimentos conflituosos e desagradáveis. Percebe-se que o problema não está na situação em si mesma, e sim na forma com se percebe essa situação.

A situação entre casais começa a se tornar preocupante a partir do momento em que cada um tenta adivinhar o que o outro está pensando ao invés de conversar diretamente.  Considerar as expectativas ocultas e regras (por ex. ele não confia em mim) como uma verdade só faz aumentar os atritos e as brigas. Como resultado da forma distorcida de ver o comportamento do companheiro, o parceiro que se sente ofendido acaba por atacar verbal ou fisicamente o outro por achar que ele fez por merecer. 

Aquele que recebe a agressão sem saber ao certo a razão disso se sente traído e contra-ataca, também, de forma agressiva.  Muitas vezes quando os casais procuram ajuda profissional não conseguem identificar como o conflito começou. Apenas se lembram das atitudes “injustas e sem justificativa” tal como eles relatam.  Mas na maior parte das vezes uma visão errada do parceiro, baseada nas expectativas e regras assumidas de como o outro deve agir, acaba por gerar comportamentos ofensivos que por fim abalam o canal de comunicação entre os parceiros. Com a comunicação abalada o casamento começa a despencar ladeira abaixo...

Uma pergunta que alguns podem estar se fazendo é “porque essa falha na comunicação e má interpretação das atitudes do companheiro não surgem no começo no relacionamento?”.  O fogo inicial da paixão é responsável por bons momentos do casal, mas também influencia na avaliação que é feita do parceiro. Se durante a crise o casal vê um ao outro sob as piores perspectivas, durante a paixão são as qualidades que mais frequentemente são observadas e valorizadas.

Isso permite que a comunicação flua e que cada parceiro consiga sem esforço se colocar na posição do outro, sentir o que o outro sente, se preocupando com a felicidade do outro, favorecendo a união.  Com o convívio e a diminuição da paixão os defeitos de cada um começam a serem percebidos.  É nesse momento que os conflitos começam a surgir. 

Quando ambos aprendem a aceitar as diferenças de cada um e seus defeitos, sem perder de vista as qualidades, e aprendem a aceitar as expectativas apenas como expectativas e não como obrigação, o casal tende a se unir ainda mais nessa fase aumentando assim as intimidades, já que a partir desse momento cada um passa a ter a possibilidade de uma melhor compreensão de seu parceiro, tanto em relação aos seus defeitos como em relação aos aspectos positivos.

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