Aqui você se encontra!

Eventos

28
Jul

Relacionamentos Abusivos: Por que insistir neles?

Sábado - 14h as 18h
  • 22 Vaga(s)
  • 38 Visualizações
  • 1 Comentário
casal-brigando

Sobre o evento

Este Workshop vai levar você a verificar se está numa relação abusiva se:

  • Começou a se sentir diminuído, feio, burro e percebe que sua autoestima é destruída por seu/sua parceiro (a) o tempo todo?
  • Sente medo, algumas vezes, de como seu/sua parceiro(a) irá agir?
  • Depois de um tempo nesta relação passou a não saber mais do que gosta, não gosta e se sente dependente do outro, como se estivesse perdido sem a outra pessoa?
  • Cria desculpas constantemente para outras pessoas pelo comportamento de seu/sua parceiro(a)?
  • Acha que, não importando o que você faça, seu/sua parceiro(a) nunca está feliz com você?
  • Mesmo sentindo que precisa terminar, você não tem forças?
  • Era mais feliz, mais seguro antes desta relação e vem ficando cada vez pior?
  • Sempre faz o que seu/sua parceiro(a) quer que você faça em vez do que você quer fazer?

Se você se identificou com algumas destas situações é possível que esteja em uma relação abusiva. É preciso então cuidar do que você pode fazer, caso esteja numa relação assim. A primeira dica é aceitar que você não muda os outros, mas pode sim mudar a si mesmo. Lembrando que não adianta fazer isso só para agradar o outro. É preciso aprender a se proteger do abuso e começar a pensar sobre o que lhe mantem nesta relação e se realmente vale a pena seguir nela.

Se você acha que realmente vale a pena, é preciso estabelecer regras e consequências firmes e claras. O abusador só tem força quando o outro se submete e não questiona. Ele(a) precisa da sua falta de capacidade de reconhecer o abuso para lhe dominar.

Para quem se destina?

Destina-se àquelas pessoas que vivem ou viveram relações abusivas durante sua existência. Muitas vezes, tentar mostrar para seu/sua parceiro(a) que ele/ela é abusivo acaba causando mais transtorno, por isso o melhor é modificar suas atitudes ao invés de ficar tentando explicar. Você é quem deve respeitar seus limites em primeiro lugar e não se submeter a nenhum tipo de controle, xingamento e desrespeito. Isso é fundamental para uma mudança efetiva. Colocar estes limites não é tarefa fácil, mas assumir o controle da sua própria vida valerá a pena.

Nunca se esqueça: a culpa não é sua e não caia na ilusão que você tem a “missão” de mudá-lo(a). Também se submeter e se calar não vai melhorar a sua vida, não vai lhe ajudar a sair de verdade desta situação. É importante criar espaço para sua individualidade, pois é comum a vítima ter aberto mão (mesmo que aos poucos) da sua liberdade e se tornado cada vez mais prisioneira. Mudar a si mesmo e se tornar independente é não precisar do outro para ser feliz.

O apoio familiar, dos amigos e conhecidos também é essencial, pois no momento em que a vítima vem, principalmente de uma relação desgastada, rompida, é importante criar laços sociais, que a façam sentir segura, ouvida e acolhida. O autoconhecimento precisa ser desenvolvido, seja sozinho ou acompanhado de um profissional que possa ajudar você a se fortalecer e descobrir o que é uma relação saudável. Na maioria das vezes quem vive este tipo de relação desconhece isso, porque o modelo que teve com a família ou com quem fez esta função foi de abuso ou submissão.

O que você irá aprender?

Que a nossa personalidade é, em larga medida, condicionada pelas nossas experiências logo desde a infância. Para começar, precisamos deixar uma coisa clara: uma relação abusiva não é caracterizada unicamente por agressões físicas, elas também podem ser emocionais, verbais e/ou sexuais. Outro aspecto que também merece ser esclarecido: o abuso não ocorre apenas do homem contra a mulher – as pesquisas apontam que esse é o tipo mais comum –, mas eles também podem ocorrer de mulheres contra homens, mulheres contra mulheres, homens contra homens e algumas outras tantas combinações que são possíveis para os dias de hoje.

Pessoas que são submetidas a relacionamentos como estes, tendem a sentir que precisam cuidar do parceiro, já que deixa-lo seria o mesmo que abandoná-lo. Também não é incomum a constante esperança que sussurra ao ouvido “ele(a) vai mudar, é só questão de tempo”. Normalmente achamos que quando a outra pessoa perceber o “tamanho” do nosso sentimento, terá condições de ser diferente. O triste é que as coisas não acontecem dessa maneira. Pouco a pouco, aquele que é abusado, vai se sentindo mais diminuído, culpado, controlado e, vai perdendo a consciência de quem é e se deixa desconstruir, coexistindo na existência do outro.

Deixe um comentário



1 Comentário

    • Rita, inscreva-se na Workshop de Setembro sobre o tema e venha aumentar o seu entendimento. Inscreva-se no site www.religare.com.br e seja bem-vinda!

PRÓXIMOS EVENTOS